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Vinte e um voluntários se penduraram em paus de arara nas areias da Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, na manhã desta terça-feira (10), Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos. A ação, da ONG Rio de Paz, tem como objetivo ressaltar a necessidade de valorização da democracia e das garantias estabelecidas pela Constituição Federal de 1988. De acordo com o presidente da organização, Antônio Carlos Costa, a mobilização maior de voluntários foi de jovens na faixa etária dos 20 anos, que não vivenciaram o período da ditadura civil-militar no Brasil, ocorrida entre 1964 e 1985. “Houve muita comoção porque eles não aguentaram ficar mais do que cinco minutos pendurados. Sentiram dores e dificuldade de respirar. Tudo isso comoveu muito eles por pensarem nas pessoas que ficavam um dia inteiro nos paus de arara, sofrendo todo tipo de violência física na ditadura”, afirma Antônio Carlos. As vinte e uma estacas fincadas na areia da Praia de Copacabana fazem referência aos 21 anos do regime militar no país e simbolizam os paus de arara, símbolo da violência praticada contra opositores do regime. Ainda de acordo com o presidente da ONG, o ato também busca alertar sobre as declarações de autoridades sobre o AI-5, considerado um dos atos de maior poder repressivo tomados durante a ditadura, pois resultou na cassação mandatos políticos e suspensão de garantias constitucionais. “Escolhemos esse tema no Dia da Declaração dos Direitos Humanos porque temos um presidente da República que celebra esse período. Recentemente, vimos o filho dele propor o AI-5 como opção para uma possível mobilização da sociedade”, relembra Antônio Carlos sobre a fala de Eduardo Bolsonaro durante entrevista. Após a fala do deputado, o presidente Jair Bolsonaro lamentou a declaração do filho e afirmou que quem fala em AI-5 “está sonhando”.

Segundo o filho Roberto, Maria Salomé da Silva passou mal no Mineirão no último domingo (8), durante o jogo que rebaixou o Cruzeiro para a Série B do Brasileirão. Ele disse que a mãe tinha problema cardíaco e que mal-estar não tem relação com tumulto no estádio.

Considerada torcedora-símbolo do Cruzeiro, Maria Salomé da Silva morreu na madrugada desta terça-feira (10) em Belo Horizonte, aos 86 anos, em decorrência de um problema cardíaco.

O único filho de Dona Salomé, como era chamada, disse que ela morreu no hospital após passar mal durante um jogo no estádio Mineirão neste domingo (8), quando o time foi rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro.

Conhecida por toda a torcida cruzeirense, Dona Salomé era funcionária do clube e não faltava a quase nenhuma partida disputada pelo Cruzeiro. Acompanhava o time de coração também em outros esportes, como o vôlei.

Filho de Dona Salomé, Roberto da Silva, de 61 anos, contou que mãe chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros no domingo. De acordo com ele, o mal-estar tem relação com o tumulto que terminou em quebradeira no Mineirão.

Segundo o Roberto, Dona Salomé foi atendida primeiramente no posto médico do estádio e depois levada por uma ambulância a um hospital particular, onde ficou internada até a madrugada desta terça. O filho contou que ela tinha hipertensão e tomava remédios.

“Ela disse que se não estivesse no Mineirão no domingo, passaria mal do mesmo jeito”, comentou o filho.

Fonte:  G1
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